Se nós perguntássemos qual é a sua maior preocupação no momento você saberia responder? Quais são as suas perspectivas para o futuro e qual é o seu maior sonho? O que mais te assusta? Quais são as angústias que você carrega no seu íntimo? Você costuma pensar no futuro? Você planeja coisas simples para serem alcançadas em um curto período de tempo ou prefere traçar objetivos mais grandiosos que demorem mais para serem realizados? Quem você inclui em seus projetos? Qual é a sua dúvida em relação à vida? Como você costuma reagir diante de alguma dificuldade, mantém a calma ou fica desesperado? Qual é a sua atitude quando descobre que foi enganado por alguém que você acreditava e confiava muito? O que você sabe sobre a política brasileira é o suficiente ou quase nada?
Passamos boa parte de nossas vidas sem questionar determinados aspectos de nossa personalidade, sem conhecer verdadeiramente o nosso “eu” interior, sem saber do que somos capazes ou não de fazer diante de qualquer obstáculo que a vida apresente. Queremos conhecer o mundo, mas a realidade da qual fazemos parte e a nossa vida muitas vezes permanecem sendo grandes mistérios que nem sempre queremos (ou aprendemos) desvendar. Temos segredos que não somos capazes de revelar á ninguém. Aprendemos ao longo da vida que a melhor estratégia para ser feliz é não falar sobre coisas sérias, isto é, de política, educação, saúde e vários outros problemas sociais e econômicos, porque esses são alguns dos assuntos considerados “chatos”, que não queremos (ou pensamos não querer) que façam parte das nossas conversas diárias e de nossas constantes discussões. Infelizmente somos obrigados a agir sem saber por que agimos dessa ou daquela maneira, sem compreender as razões que nos fazem acreditar nisso e não naquilo outro. Somos influenciados de diversas formas a abordar assuntos banais (esse pode ser um deles), somos forçados a aceitar as coisas como elas são e estão, somos induzidos discretamente a permanecer parados diante dos problemas que supostamente não podemos mudar. E o que é necessário fazer para alterar a cultura da acomodação? De que maneira podemos impedir o bombardeio de assuntos pouco ou nada importantes que são disponibilizados nos vários meios de comunicação? Como selecionar o “trigo do joio” e evitar a “paralisia intelectual?”
Um dia desses enquanto aguardava ser atendido em um determinado estabelecimento, um amigo ouviu acidentalmente um locutor de uma dessas emissoras comandadas pelo governo, (rádios com autorização para funcionar) fazer a seguinte pergunta aos seus ouvintes: “Qual é o seu prato preferido?” Essa pergunta aparentemente inofensiva nos faz analisar sobre alguns dos problemas mais graves que atinge mais da metade da população brasileira; pobreza, fome, miséria e seus eternos paliativos. Isto é, os nossos representantes políticos tentam reduzir as injustiças sociais e o sofrimento do povo distribuindo as famosas (bolsa família, bolsa escola, cartão família “bolsa isso, bolsa aquilo” e por aí vai). É claro que essa estratégia faz parte do “jogo político”, que é mascarar a nossa realidade enganando as pessoas. Isto é, recebemos informações (nem sempre confiáveis) dos diversos meios de comunicação afirmando de acordo com os interesses dos que governam o país que a “fome” e suas consequências são desafios quase que superados dentro do Brasil. Será? Os dados estatísticos feitos por órgãos do governo tentam de todas as formas nos forçarem a acreditar que tudo está sob controle e que aos poucos estamos conseguindo eliminar esses e outros problemas. É isso que “eles” querem é disso que “eles” precisam, ou seja, manter a escravidão do povo através do “assistencialismo”, sem garantir as reais e verdadeiras oportunidades, e sem garantir as condições necessárias para que as pessoas saiam do atrofiamento financeiro e intelectual. Precisamos conhecer as verdades, compreender as realidades para conquistar nossa liberdade. Esse é o grande desafio!
Um forte abraço, Feliz Natal, Próspero Ano Novo e boa leitura!
Diretora: Valeria Ribeiro