quarta-feira, 14 de março de 2012

SOCIEDADE DO DESCASO E ESCOLA DO FRACASSO.

Venho observando que a escola pública a cada ano que passa está cada vez mais distante, ineficiente e alheia aos inúmeros problemas que permeiam a sociedade. Lamentavelmente o ensino que é destinado ao pobre está muito longe daquilo que consideramos qualidade educacional. A educação pública está á beira de uma grande falência uma realidade que é possível perceber a cada troca de governo e as únicas mudanças que (ainda) conseguimos perceber são os cargos que essa corja de políticos ocupa a cada nova eleição. Mas as mentiras, as enganações e as promessas são sempre as mesmas. A política da enganação continua triunfando e prevalecendo entre o POVO brasileiro. Quem é obrigado a fazer uso das escolas públicas tem que se submeter ao ensino precário e deficiente com professores mal preparados, mal qualificados, mal remunerados e desculpem-me pela franqueza, mas também mal educados e mal amados.

Temos visto professor cheio de seqüelas adquiridas durante as duplas jornadas de trabalho, professores com sérios distúrbios emocionais que continuam exercendo as atividades, trabalhando a ‘trancos e barrancos’, ou seja, professores que deveriam estar afastados de suas funções, mas acabam permanecendo dentro das escolas lecionando, mesmo sem condições de encarar turmas quase sempre com alunos pendurados no teto. Também existem casos em que a professora se afasta temporariamente ou de forma definitiva sem que haja um professor substituto, acarretando para o aluno prejuízos em relação à aprendizagem. E tudo isso porque temos um governo que encara a Educação Pública de forma irresponsável e descompromissada, pois ‘eles’ sabem que um POVO que não tem acesso a uma educação de qualidade é um POVO fácil de manobrar de acordo com seus próprios interesses.

E para piorar ainda mais temos em algumas escolas professor que já entregou ‘os pontos’, isto é, já desistiu de honrar o compromisso assumido no início da carreira e está apenas esperando a morte ou a aposentadoria chegar (qualquer uma que vier primeiro está valendo), temos diretores que fingem que os problemas não existem e vão ‘empurrando com a barriga’. Temos também professores que já desistiram antes mesmo de começar, mas continuam dentro de sala de aula destruindo milhões de neurônios, brincando com a Educação, ou seja, ‘dando’ aulas que só servem para imbecilizar as nossas crianças. Temos professores que se omitem e se calam diante dos problemas e não percebem que com esse comportamento eles acabam se tornando cúmplices das barbaridades e atrocidades de um governo DESONESTO. Esses são alguns dos absurdos que se repetem todos os anos e com o aval de quem realmente deveria resolver, ou seja, tudo isso acontece com a permissão e o consentimento de nossos representantes políticos que são eleitos através do NOSSO VOTO OBRIGATÓRIO. Infelizmente quem depende dos serviços públicos nesse país sofre com o descaso e o mais completo abandono.

É fácil o governo exigir que os pais matriculem os filhos; é fácil aparecer nas emissoras de TV chefiadas por ‘eles’ mesmos dizendo que estão conseguindo cumprir as metas esperadas em relação ao número de crianças matriculadas. Difícil mesmo é ter professores em número suficiente para atender a todos. Difícil mesmo é valorizar o aluno e respeitar os professores mantendo as salas de aulas com um número de alunos onde seja possível o educador ensinar e a criança e o adolescente aprenderem. Difícil mesmo é ter professores substitutos a disposição dos alunos para que não seja necessário que eles voltem para casa e percam tantos dias de aula. Difícil mesmo é remunerar decentemente os professores para que eles não sejam obrigados a trabalhar em mais de um turno ou em mais de uma escola. Difícil mesmo é disponibilizar ajuda psicológica para professores e alunos na própria escola. E mais difícil ainda é TER e VER OS FILHOS DE POLÍTICOS ESTUDANDO NAS ESCOLAS PÚBLICAS e sabe por quê? Porque ‘pimenta no olho do POVO é refresco’ . Esse ano tem eleições municipais, portanto pensem bem, pesquisem e estudem a vida do pretenso candidato e tentem fazer uma escolha coerente, consciente e inteligente. E se ainda assim não se sentir devidamente preparado para escolher pessoas que possam verdadeiramente representar os interesses do POVO, ou seja, os nossos interesses: Diga não a política da enganação. Vote NULO e confirme a sua INDIGNAÇÃO.



Um forte abraço e boa leitura!

Editora: Valeria Ribeiro

REMOÇÃO SEM INDENIZAÇÃO: ESSA É A POLÍTICA DO GOVERNO.


No dia 09 de março de 2012 confesso a você que eu acordei um pouco mais reflexiva do que o de costume. Acordei pensando nas pessoas que estão aceitando os tais aptºs em Bangu ou Senador Camará, sinceramente não sei ao certo, pois são tantas informações desencontradas que fica difícil saber com exatidão em qual bairro o governo está querendo ‘esconder’ os pobres, os marginalizados e os favelados.
Pois bem, estive analisando um pouco mais profundamente a 'proposta' do prefeito da cidade do RJ para essas pessoas que tiveram suas casas marcadas com uma determinada numeração. Bom, se a casa da pessoa está localizada em área de risco e por conta disso ela precisa realmente sair e morar em outro local considerado mais seguro, eu até que entendo e concordo, mas existem vários pontos que não fazem o menor sentido para quem tem um mínimo de bom senso. Então vamos lá; o primeiro ponto dessa questão é o seguinte: A pessoa mora na área considerada de risco, mas construiu a casa com dinheiro que foi fruto de seu próprio trabalho, ou seja, comprou material, pagou para carregar, ou ela mesma carregou, pagou um profissional para fazer ou ela mesma construiu, isto é, houve um INVESTIMENTO alto para que a casa ficasse (em alguns casos) minimamente pronta para morar. Outro ponto que chama a atenção, nessa 'história' é que os tais apartamentos foram construídos com o DINHEIRO DO POVO, ou seja, é através do arrecadamento dos impostos que se constroem esses imóveis. Aí é que as coisas começam a não fazer mais sentido. As pessoas que moram nessas áreas consideradas de risco praticamente estão sendo obrigadas a abandonar as suas casas (que foram construídas com o 'suor do seu próprio rosto') e assinarem um contrato com a caixa econômica para PAGAR o aptº que foi construído com seu PRÓPRIO DINHEIRO. Isto é, construído com o dinheiro do cidadão, que contribui e que continua contribuindo com o pagamento dos impostos. Então, o indivíduo passa a pagar um determinado valor em inúmeras prestações, durante sei lá quanto tempo e em um bairro que foi escolhido pelo governo. Ou seja, o POVO está literalmente tomando...prejuízo, é claro.
Pare e pense, antes a pessoa tinha uma casa construída com o seu próprio dinheiro, logo em seguida essa casa é demolida e a pessoa de uma hora para outra perde todo o seu patrimônio e todo o investimento de uma vida inteira vira entulho em questões de segundos. E como o prefeito é muito ‘gentil’, ‘generoso’ e ‘solidário’ induz o indivíduo FINANCIAR um imóvel em um bairro que ele NÃO ESCOLHEU e ainda por cima só passa a ter DIREITO a escritura do apartamento depois de 5 anos. Isso é um verdadeiro absurdo, pois praticamente a pessoa fica ‘PRESA’ e sem LIBERDADE para sair e morar em outro bairro. Ou seja, gostando ou não o indivíduo é OBRIGADO a permanecer morando nesses locais. Essa proposta a princípio pode parecer justa para quem perdeu a casa em virtude dos deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas, ou para quem invadiu casas que já haviam sido indenizadas, mas não para quem ainda tem onde morar.

A meu ver para que haja um ACORDO minimamente mais JUSTO a prefeitura deveria possibilitar outras alternativas, e não apenas IMPOR as suas condições para atender as suas necessidades particulares que é o que está acontecendo dentro da ‘minha’ Comunidade. Até porque existem pessoas que possuem mais de uma casa dentro do Morro ou da Favela compradas com o dinheiro que foi fruto de seus trabalhos honestos. E casos como esses a prefeitura está se RECUSANDO a indenizar o proprietário, ou seja, o indivíduo se ‘mata’de trabalhar, abre mão de uma série de coisas, passa por inúmeras privações para comprar outros imóveis dentro da Comunidade que em muitos casos são utilizados como ‘ponto de comércio’ e de acordo com os prestadores de serviço da prefeitura, NÃO EXISTE INDENIZAÇÃO PARA ESSAS PESSOAS QUE ESTÃO ENFRENTANDO ESSE PROBLEMA. E como fica a situação? A prefeitura está ameaçando de forma velada os moradores que estão se recusando a sair de suas casas por não considerar JUSTO e não concordar com essa ÚNICA opção que está sendo ‘oferecida’. Os funcionários que prestam serviço á prefeitura estão dizendo que o morador ‘VAI TER’ que assinar um documento se responsabilizando pelo que possa acontecer futuramente. Isso é DESUMANO, INJUSTO E INCORRETO. Sem contar, é claro que o governo NUNCA se importou de fato com os problemas enfrentados pelas Comunidades.

A minha casa está marcada, mas minha família e eu só saíremos da Comunidade com uma indenização JUSTA para que possamos comprar outra casa no bairro que NÓS ESCOLHERMOS. Não é o governo que deve tomar essa decisão. SEM INDENIZAÇÃO NÃO HÁ REMOÇÃO. Dizer que a prefeitura NÃO tem dinheiro em caixa é o mesmo que dizer que no Brasil NÃO tem pobreza, que no Brasil NÃO tem corrupção e que político investe na Educação. Ou seja, isso é uma GRANDE MENTIRA.

Um forte abraço e boa leitura!

Editora: Valeria Ribeiro.