quarta-feira, 24 de outubro de 2012
ESCOLA UM 'MAL' (AINDA) NECESSÁRIO
A função da Educação Pública é oferecer o mínimo necessário para tornar o indivíduo passivo, utilizando para isso práticas educativas que sejam capazes de ‘adestrar’ o comportamento das pessoas. Nesse caso, quanto mais cedo meninas e meninos forem ‘adestrados’ melhor será para servir aos interesses do Estado. É exatamente por isso, que a partir do momento que a criança começa a compreender o que lhe falam é chegada a hora de submetê-la ao Ensino Institucional. Os conteúdos sistematizados e os ensinamentos transmitidos nas creches públicas serão extremamente necessários para fazer com que os pequenos indivíduos aprendam a trilhar o caminho da submissão, cumprindo ordens pré-estabelecidas pelo Sistema. Ou seja, será vetado ao indivíduo o direito de investigar, questionar, reivindicar, contestar ou mesmo protestar sobre qualquer assunto que interfira nos interesses das classes dominantes.
Pensemos juntos; toda criança e até mesmo alguns adultos possuem as condições ideais para que sejam incutidas nelas qualquer tipo de informação que se queira. E isso acontece por conta da pouca ‘bagagem’ que a criança dispõe, ou seja, a pessoa não tem conhecimento suficiente sobre determinados assuntos e isso facilita e muito o principal propósito do Estado opressor, isto é, quase todo conteúdo ministrado nos espaços dominados, chefiados e controlados pelo governo servirá apenas para manter o status quo (poder) da elite e, por conseguinte manter a classe operária no seu ‘devido lugar’. Sendo assim, as creches e escolas públicas mesmo tendo os melhores professores e os mais qualificados profissionais (ainda) não serão capazes de romper com essa terrível manipulação a que estamos submetidos, pois o Sistema utiliza formas para impedir a organização de grupos que ‘ousem’ desafiá-lo. Utilizam estratégias bem sutis capazes de desestabilizar e desarticular os que conseguem perceber as ‘armadilhas governamentais’. Aprimorar a inteligência dos marginalizados não está nos planos dos governantes, pois ‘eles’ sabem que pessoas bem instruídas e com a inteligência elevada possuem condições de analisar melhor o que está acontecendo dentro ou fora do contexto escolar. É também por isso, que o Estado insiste tanto em levar o Ensino Religioso para ser ministrado nas escolas públicas. A Instituição Religiosa é mais uma ‘ferramenta de adestramento’, pois ela (religião) fará com que os indivíduos aceitem de forma passiva suas precárias condições sociais como sendo uma fatalidade do destino, ou seja, a pobreza passa a ser vista como coisa ‘natural’. A partir do momento que a situação é encarada como ‘normal’ a elite justifica a posição social que ocupam e por sua vez evita-se a possibilidade de conflitos que possam desencadear em manifestações que sejam contrárias aos interesses de quem está no poder. Nesse sentido, é possível perceber que a função das Instituições de Ensino e Religiosas tem como principal ‘missão’ manter tudo exatamente como está, isto é, as escolas, creches, religiões, associações entre outros, estarão sempre á serviço do Estado trabalhando para impedir as verdadeiras e profundas modificações na sociedade brasileira.
Ou seja, o pequeno grupo de pessoas que controlam e determinam as regras do ‘jogo’ considera a ‘educação’ uma importante ferramenta de manipulação capaz de manter o POVO em seu ‘devido lugar’, aceitando sem questionar as condições que são impostas pelo Sistema. Isto é, as elites passam a usar a educação pública como instrumento de massificação ideológica nas classes subalternas. E nesse caso um dos lugares mais apropriados pelos
governantes para transmitir ás massas os valores da cultura dominante é o espaço escolar. É exatamente por isso que a escola se torna um lugar ‘privilegiado’, pois é através da ‘educação’ que é possível a doutrinação e adestramento das massas.
Entretanto, (ainda) não é possível para algumas pessoas imaginar o desenvolvimento econômico, social e político de uma sociedade sem a existência da escola. As instituições de ensino (ainda) são consideradas um ‘mal necessário’. No entanto, continuaremos trabalhando para conquistar a verdadeira liberdade, a liberdade que não seja dirigida pelos aparelhos reprodutores do Sistema dominante.
Texto escrito por: Valeria Ribeiro.
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