domingo, 18 de novembro de 2012

ALEGRIA PASSAGEIRA .

Peço desculpas aos amigos que amam, aos que gostam e aos simpatizantes desse 'grande espetáculo' que acabou se tornando o carnaval aqui no país, mas devo confessar que embora respeite os gostos, manias e crenças de todas as pessoas não posso deixar de também manifestar a minha imensa insatisfação a respeito de uma 'tradição cultural que há muito deixou de 'ser o que se diz ser' ou o que 'pensam ser', ou seja, uma cultural nacional. Lamentavelmente, nosso país sofre de todas as formas possíveis e imagináveis por conta do descaso de nossos representantes políticos que (desculpem pela expressão) 'defecam e andam' com o que de fato importa ou deveria importar. Sabemos perfeitamente que as inúmeras dificuldades pelas quais atravessamos não são provocadas 'apenas' pela realização das festas carnavalescas,(até porque seria muito leviano de nossa parte afirmar tal coisa), entretanto precisamos deixar de sermos um tanto quanto hipócritas e fazer algumas pequenas obsevações, afinal de contas enquanto o POVO se distrae, enquanto o POVO 'pensa' que se diverte (e a meu ver o objetivo é realmente esse) as 'maracutaias' dentro da política continuam acontecendo de uma forma cada vez mais elaborada, mais sofisticada e tremendamente assustadora. Infelizmente estamos caminhando em direção ao vazio, em busca do nada, principalmente se continuarmos acreditando em coisas que nos foram repassadas de geração em geração apenas para justificar os roubos, as mentiras, as falcatruas, as enganações e principalmente a CORRUPÇÃO que vai se alastrando cada vez mais em todas as esferas governamentais como se fosse UM CÂNCER MALIGNO.Só quem utiliza ou tenta utilizar os hospitais públicos que não tem médicos em número suficiente para atender a demanda pode de fato compreender melhor o que tentamos expressar nesse pequeno argumento em defesa de uma ideia. Só quem precisa utilizar as escolas públicas sem professores ou com professores faltosos talvez consiga perceber a dimensão do absurdo que é cometido em nome de uma 'coisa' chamada (carnaval) 'cultura nacional' ... Sinceramente NÃO POSSO E NÃO QUERO COMPACTUAR COM A FORMA DE PENSAR DE UMA ELITE QUE pensa que pode tudo. Quem não tem DIREITO A SAÚDE, quem não tem DIREITO A UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE lamentavelmente acaba ficando sem condições de perceber que o que temos hoje pode ser TUDO, MENOS CULTURA NACIONAL." •
Texto escrito por: Valeria Ribeiro

GRAVIDEZ NA PUBERDADE.

A adolescência é considerada por muitos o período da vida onde se encontram os maiores e piores desafios e, portanto o mais complicado para os adultos. Embora todo adulto tenha sido um adolescente (é claro) em uma determinada fase de sua própria vida; existem pessoas que acabam esquecendo ou apagando de suas memórias os registros dessa grande experiência, (vivida ou sofrida) que é a adolescência. Bom, na verdade trouxemos esse tema para ser abordado devido ao alto grau de complexidade que é a adolescência por si só e por ter a convicção do quanto ainda é mais difícil passar por essa fase da vida estando grávida e sem o apoio da sociedade e principalmente da família. Normalmente costuma-se julgar e fazer críticas com relação à gravidez na adolescência, motivo pelo qual as adolescentes acabam escondendo no início, a sua própria gestação e atrasando o pré-natal que é o atendimento super importante para acompanhar a gravidez desde o começo. Temos visto muitas discussões acerca desse assunto e os questionamentos são sempre quase os mesmos, ou seja, porque o adolescente mesmo com tantas informações sobre o assunto continua engravidando nos tempos atuais? Quais são os motivos que o faz transar sem tomar os devidos cuidados? Essas são algumas das perguntas que as pessoas costumam fazer para tentar entender o porquê da gravidez tão precoce, é claro que não estamos falando de gravidez fruto de violência sexual nossa discussão está sendo feita sobre o sexo consentido entre adolescentes ou quando um deles ainda é adolescente, mas que mesmo assim haja o consentimento para o ato. De acordo com o nosso ponto de vista a adolescência em si é um momento que precisa ser aproveitado em toda sua plenitude, isto é, aproveitado ao máximo, mas de maneira inteligente, consciente e, sobretudo com responsabilidade. Escolher em que fase da vida engravidar é uma decisão que só cabe a própria pessoa, mas é importante usar o bom senso e saber que existem momentos que não são os mais apropriados para ter uma criança. Por isso, lembre-se: Discutir sobre esse tema, sem dar a oportunidade ao adolescente para que ele possa realmente se expressar é o mesmo que não querer ajudar, portanto esse é um desafio que precisa ser enfrentado por todos de maneira inteligente e sem preconceitos. Proponha que esse tema seja abordado, discutido e questionado dentro da sua escola e Comunidade que você mora. Fale com o presidente de sua Associação de Moradores e com o diretor da sua escola, para que seja promovido esse e outros debates. Trocar experiências e informações ajuda a evoluir e amadurecer as ideias. Pense nisso! Texto escrito por: Valeria Ribeiro

RESPIRE FUNDO E PARE DE FUMAR

Você sabia que a fumaça do cigarro contém mais de quatro mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas? Que o tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de problemas cardíacos? Você sabia que no Brasil de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 23 pessoas morrem por hora por causa de doenças ligadas ao cigarro? Você sabia que filhos de mulheres que fumaram cigarros durante dez anos ou mais no período da gravidez têm sérios problemas de aprendizagem na escola? A nicotina é considerada uma droga bastante poderosa, porque ela atua no sistema nervoso central assim como as outras drogas; cocaína, heroína e o álcool e nesse caso a pessoa que fuma fica completamente dependente do cigarro, pois a nicotina consegue chegar ao cérebro no mínimo em sete segundos e no máximo em 19 segundos. O vício do cigarro faz com a pessoa sinta muita dificuldade logo no início, quando ela decide parar de fumar, mas com o passar dos dias a vontade de fumar vai diminuindo. É claro que não é tão fácil quando parece, no entanto, os benefícios que o ex-fumante consegue em relação a sua própria saúde é tão grande que aos poucos a pessoa vai se dando conta do importante passo que dá em direção ao seu bem-estar físico, emocional e financeiro. As estatísticas revelam que as pessoas que fumam apresentam um risco dez vezes maior de ter um câncer de pulmão, cinco vezes mais chances de ter um infarto, cinco vezes mais possibilidades de sofrer de bronquite crônica, enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral. Os benefícios imediatos ao parar de fumar: • Após vinte minutos sua pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal; • Após duas horas não há mais nicotina no seu sangue; • Após oito horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza; • Após dois dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar também muda, ou seja, você consegue sentir o gosto da comida; • Após três semanas a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora; • Após dez anos o risco de sofrer um infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai pela metade; • Após vinte anos o risco de desenvolver câncer de pulmão será igual ao de quem nunca fumou. Essas são algumas das vantagens que o fumante tem quando decide cuidar melhor de sua própria saúde, ou seja, quanto mais cedo o indivíduo PARAR DE FUMAR MENOR O RISCO DE FICAR DOENTE. Se não conseguir parar de fumar sozinho (a) procure tratamento especializado nos postos de saúde. RESPIRE E VIVA MELHOR SEM O CIGARRO. Fonte: www.saude.gov.br Texto escrito por: Valeria Ribeiro

COMUNIDADES SILENCIADAS.

Até que ponto a democracia pode ser realmente exercida dentro de nossas comunidades? O que o Sistema pretende quando impede o direito de uma comunidade manifestar as suas idéias, opiniões e críticas? Será que Rádios Comunitárias derrubam aviões ou isso não passa de uma mentira para criminalizar as emissoras de pequeno porte? Por que um veículo de comunicação que beneficia a comunidade é impedido de trabalhar?
O editorial desse mês vem trazendo como tema para a nossa análise e reflexão o assunto; Rádios Comunitárias, suas principais características, sua importância para as comunidades, seus objetivos dentro de uma sociedade que se diz democrática e as inúmeras dificuldades que elas enfrentam para conseguirem a autorização do Governo.

O Rádio foi inaugurado no Brasil em 1922, com sua primeira apresentação realizada no
Rio de Janeiro somente para os ricos. Os aparelhos foram comprados pelo Governo nos Estados Unidos e distribuídos aos “amigos” e logo que o Rádio se popularizou e as pessoas começaram a comprar o aparelho, ficou determinado que os canais fossem doados através de concessões pelo Governo somente aos “amigos”. É por isso, que até hoje só quem tem emissora de Rádio ou canais de TV são os “amigos” do Governo. E a partir daí para atender aos interesses dos “amigos” ricos e poderosos o Governo iniciou um processo de fechamento, apreensão de equipamentos e prisão dos responsáveis.

De acordo com a Lei 9.612/98 é considerada Rádio Comunitária a emissora que possui alcance limitado e restrito, com baixa potência, ou seja, seu transmissor deve ser de 25 watts, precisa ter a autorização do Governo para funcionar e que seja sem fins lucrativos entre outras restrições que foram criadas justamente para dificultar e impedir a utilização desse canal de comunicação por um determinado grupo social. No Brasil as Rádios Comunitárias só podem funcionar com a autorização do Governo Federal, ora, uma Rádio que tem como características um alcance limitado e com baixa potência não precisaria estar sendo necessariamente regida por leis federais, nesse caso os municípios poderiam ter plena autonomia para determinar e definir as regras para o funcionamento dessas emissoras. Ou seja, o que notamos é que as Rádios Comunitárias têm encontrado uma série de obstáculos e de exigências absurdas para que sejam legalizadas. Além da falta de interesse dos órgãos competentes, as emissoras também enfrentam as campanhas mentirosas e preconceituosas promovidas pelas rádios comerciais que dizem que “rádio pirata” derruba avião. O objetivo dessas campanhas é marginalizar e denegrir a imagem das Rádios Comunitárias, pois acreditamos que as grandes empresas de comunicação querem silenciar as comunidades por meio da repressão.

Outro ponto que merece um questionamento é com relação às definições que as emissoras Comunitárias recebem quando não têm autorização para funcionar, elas são automaticamente consideradas “piratas” ou clandestinas. E de acordo com a nossa percepção essa é uma forma preconceituosa de definir um meio de comunicação que tem uma importante função social dentro de nossas Comunidades. É possível considerar clandestino um meio de comunicação que possui endereço fixo e telefone?

O principal objetivo da Rádio Comunitária é divulgar notícias e idéias, promover o debate de opiniões esclarecendo e informando a Comunidade de maneira democrática. Essas emissoras conhecem as reais necessidades dos moradores, conhecem as dificuldades e é exatamente por isso que as Rádios Comunitárias conseguem se aproximar mais dos ouvintes e estabelecer vínculos com a Comunidade. A Rádio Comunitária é capaz de expressar a insatisfação de uma gente que exige respeito, valorização e dignidade. E o ato de manter uma emissora no ar sem autorização é movido pelo sentimento de JUSTIÇA SOCIAL. Pois uma Comunidade que pensa que questiona, que analisa que atua no cenário político é uma verdadeira ameaça aos poderosos, por isso fecham o nosso meio de comunicação e apreendem o nosso material de trabalho.

No dia 29/03/2011 a Rádio Comunitária Nova Divinéia foi silenciada de forma injusta e arbitrária. Tivemos o nosso material de trabalho apreendido pela Polícia Federal e pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) A nossa emissora existia e funcionava a quase nove anos dentro de nossa Comunidade e realizava um trabalho social, sem fins lucrativos e de utilidade pública. Seu maior objetivo era Democratizar a informação, esclarecendo e orientando as pessoas. A Rádio Nova Divinéia possuía um transmissor de 22 watts, isso significa que estávamos com uma potência abaixo do que é permitido.
Sem a menor possibilidade de interferência nas comunicações entre os aviões, entre a polícia, o exército ou nas ambulâncias, mesmo porque tudo isso funciona em outra faixa de freqüência.

As Rádios Comunitárias precisam ter o direito de funcionar sem tantas restrições, sem tanta burocracia e principalmente sem perseguições. No Brasil, existem assuntos muito mais sérios e importantes para serem resolvidos do que impedir e proibir as Comunidades de ter o seu próprio meio de comunicação. E lembre-se: DEMOCRACIA NÃO SIGNIFICA OPRESSÃO.


                                                   Um forte abraço e boa leitura!
                                                                                    
                                                                      Diretora: Valeria Ribeiro

RIO + 20 = ENGANAÇÃO

Reciclagem, Reaproveitamento e Reutilização são ações promovidas, incentivadas e praticadas por empresas particulares, ONGs e outras Instituições de igual interesse. Entretanto, fica difícil discutir sobre as questões ambientais com a população quando quem deveria de fato estar pondo em prática essas ações não consegue ou não quer estimular verdadeiramente o consumo planejado e consciente, não incentiva a utilização dos recursos naturais de maneira inteligente e responsável. Ou seja, nossos representantes políticos prepararam entre os dias 13 e 22 de junho do ano de 2012 uma conferência sobre Desenvolvimento Sustentável que ficou conhecida como RIO+20 e a cidade do Rio de Janeiro foi sede desse grande ‘espetáculo’. Gastaram o nosso dinheiro para investir nessa ‘palhaçada’, pararam a cidade e deixaram várias crianças sem aula na tentativa frustrada de despertar a atenção do POVO com relação a um tema que na REALIDADE depende (quase) totalmente de ATITUDES GOVERNAMENTAIS. Sejamos sinceros e vamos deixar a hipocrisia talvez quem (sabe) para um momento mais oportuno; queremos saber qual é o político que será ou (seria) capaz de ‘abrir mão’ do conforto e comodidade que o automóvel proporciona? Queremos saber qual é a pessoa que dispondo de recursos financeiros vai deixar de adquirir o telefone celular de última geração, esses que só faltam andar sozinhos? Queremos saber qual é o pai ou mãe que podendo presentear a filha (o) com um brinquedo industrializado vai preferir reaproveitar a caixinha de sapatos, as tampinhas de garrafa, palitos de sorvete, pedaços de tecidos e outros objetos para confeccionar uma boneca ou um carrinho? Queremos saber qual é o cidadão que em sã consciência e tendo dinheiro vai deixar de comprar um par de sapatos novos ao invés de reaproveitar o calçado vendido em um brechó? Quem VERDADEIRAMENTE vai ‘abrir mão’ da tecnologia e deixar de satisfazer as (novas) necessidades que são criadas a cada segundo? Pois é meus ‘CAROS’ amigos esses são apenas alguns dos questionamentos que fazemos para (tentar) tornar possível a nossa verdadeira reflexão a cerca do assunto SUSTENTABILIDADE. Queremos chamar atenção para o fato de que teorizar sobre determinado assunto é fácil, difícil mesmo é colocar em prática o discurso, as ideias e os conceitos que são promovidos pelos Chefes de Estado principalmente tendo em vista que nenhum desses senhores estão dispostos a serem os primeiros a exercitar e pôr em prática as ações que farão com que sejamos um país ou uma nação democraticamente sustentável e politicamente correta em termos ambientais. O exemplo MAIOR precisa vir de cima, ou seja, de quem está ocupando uma posição privilegiada dentro da sociedade. Não adianta promover e divulgar belas campanhas e comerciais com apelo comovente para sensibilizar os cidadãos comuns sem que haja COMPROMETIMENTO por parte dos que estão no poder representando os nossos interesses. Qual é o representante político que está disposto a ‘abrir mão’ do luxo e da riqueza em prol do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? Fale agora ou cale-se para sempre! Texto escrito por: Valeria Ribeiro

RESISTIR SEMPRE, DESISTIR JAMAIS.

O Sistema sabe e reconhece que com uma Educação Pública cada vez mais sucateada é muito mais fácil para governar, chefiar, mandar, manipular, adestrar e manter o POVO sob controle e no seu ‘devido lugar’. A Escola Pública e os professores compactuam com o Estado trabalhando para atender aos interesses e as necessidades dos que estão no PODER e dessa forma contribuem dissimuladamente para que a CULTURA DOMINANTE seja disseminada entre ‘as massas’ e continue prevalecendo e sendo considerada a única e verdadeira. A Escola Pública com suas técnicas e práticas colaboram para LEGITIMAR A CULTURA DOMINANTE, ou seja, o SABER, o CONHECIMENTO e a CULTURA que nasce do POVO e que o POVO ‘carrega’ não interessa e nem tampouco são reconhecidos dentro de nossas escolas e principalmente dentro da sociedade. É exatamente por isso que nossas crianças acabam tendo muitas dificuldades nas Escolas Públicas e são taxadas de ‘burras’, são classificadas de INCOMPETENTES e os pais e as mães se consideram incapazes de ajudar os filhos (as) e reforçam (mesmo sem querer ou perceber) o pensamento da elite. Não permita que o Sistema classifique o seu filho e dê a ele o certificado contendo o conceito (I) de INSUFICIENTE, INCOMPETENTE e INADEQUADO. Não ACEITE que a Escola julgue a INTELIGÊNCIA que o seu filho (a) possui usando como referência os conteúdos, a didática, as metodologias, as técnicas, os conceitos e os padrões preconcebidos, preestabelecidos e preconceituosos de um Estado que tem como principal objetivo a OPRESSÃO, a DOMINAÇÃO e a manutenção do PODER. TEXTO ESCRITO POR: VALERIA RIBEIRO

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESCOLA UM 'MAL' (AINDA) NECESSÁRIO

A função da Educação Pública é oferecer o mínimo necessário para tornar o indivíduo passivo, utilizando para isso práticas educativas que sejam capazes de ‘adestrar’ o comportamento das pessoas. Nesse caso, quanto mais cedo meninas e meninos forem ‘adestrados’ melhor será para servir aos interesses do Estado. É exatamente por isso, que a partir do momento que a criança começa a compreender o que lhe falam é chegada a hora de submetê-la ao Ensino Institucional. Os conteúdos sistematizados e os ensinamentos transmitidos nas creches públicas serão extremamente necessários para fazer com que os pequenos indivíduos aprendam a trilhar o caminho da submissão, cumprindo ordens pré-estabelecidas pelo Sistema. Ou seja, será vetado ao indivíduo o direito de investigar, questionar, reivindicar, contestar ou mesmo protestar sobre qualquer assunto que interfira nos interesses das classes dominantes. Pensemos juntos; toda criança e até mesmo alguns adultos possuem as condições ideais para que sejam incutidas nelas qualquer tipo de informação que se queira. E isso acontece por conta da pouca ‘bagagem’ que a criança dispõe, ou seja, a pessoa não tem conhecimento suficiente sobre determinados assuntos e isso facilita e muito o principal propósito do Estado opressor, isto é, quase todo conteúdo ministrado nos espaços dominados, chefiados e controlados pelo governo servirá apenas para manter o status quo (poder) da elite e, por conseguinte manter a classe operária no seu ‘devido lugar’. Sendo assim, as creches e escolas públicas mesmo tendo os melhores professores e os mais qualificados profissionais (ainda) não serão capazes de romper com essa terrível manipulação a que estamos submetidos, pois o Sistema utiliza formas para impedir a organização de grupos que ‘ousem’ desafiá-lo. Utilizam estratégias bem sutis capazes de desestabilizar e desarticular os que conseguem perceber as ‘armadilhas governamentais’. Aprimorar a inteligência dos marginalizados não está nos planos dos governantes, pois ‘eles’ sabem que pessoas bem instruídas e com a inteligência elevada possuem condições de analisar melhor o que está acontecendo dentro ou fora do contexto escolar. É também por isso, que o Estado insiste tanto em levar o Ensino Religioso para ser ministrado nas escolas públicas. A Instituição Religiosa é mais uma ‘ferramenta de adestramento’, pois ela (religião) fará com que os indivíduos aceitem de forma passiva suas precárias condições sociais como sendo uma fatalidade do destino, ou seja, a pobreza passa a ser vista como coisa ‘natural’. A partir do momento que a situação é encarada como ‘normal’ a elite justifica a posição social que ocupam e por sua vez evita-se a possibilidade de conflitos que possam desencadear em manifestações que sejam contrárias aos interesses de quem está no poder. Nesse sentido, é possível perceber que a função das Instituições de Ensino e Religiosas tem como principal ‘missão’ manter tudo exatamente como está, isto é, as escolas, creches, religiões, associações entre outros, estarão sempre á serviço do Estado trabalhando para impedir as verdadeiras e profundas modificações na sociedade brasileira. Ou seja, o pequeno grupo de pessoas que controlam e determinam as regras do ‘jogo’ considera a ‘educação’ uma importante ferramenta de manipulação capaz de manter o POVO em seu ‘devido lugar’, aceitando sem questionar as condições que são impostas pelo Sistema. Isto é, as elites passam a usar a educação pública como instrumento de massificação ideológica nas classes subalternas. E nesse caso um dos lugares mais apropriados pelos
governantes para transmitir ás massas os valores da cultura dominante é o espaço escolar. É exatamente por isso que a escola se torna um lugar ‘privilegiado’, pois é através da ‘educação’ que é possível a doutrinação e adestramento das massas. Entretanto, (ainda) não é possível para algumas pessoas imaginar o desenvolvimento econômico, social e político de uma sociedade sem a existência da escola. As instituições de ensino (ainda) são consideradas um ‘mal necessário’. No entanto, continuaremos trabalhando para conquistar a verdadeira liberdade, a liberdade que não seja dirigida pelos aparelhos reprodutores do Sistema dominante.
Texto escrito por: Valeria Ribeiro.

terça-feira, 22 de maio de 2012

COTAS? PARA QUE TE QUERO?

Você sabe o que significa sistema de cotas? Quem tem direito? Qual é o seu objetivo? E porque foi criado? Inicio esse texto questionando o sistema de cotas; um projeto do governo que visa corrigir os efeitos das injustiças sociais sofridas por determinados grupos durante longos anos e que vem despertando muita polêmica dentro dos vários seguimentos da sociedade. É importante analisar esse assunto com um olhar mais atento para tentar compreender melhor os mecanismos que são criados para afastar as possibilidades de mudanças necessárias e urgentes dentro do sistema educacional. As cotas raciais surgiram nos Estados Unidos nos anos de 1960 e tinham como principal objetivo fazer retroceder o racismo contra determinados grupos étnicos. Alguns estudiosos acreditam que o sistema de cotas ajudaria a minimizar os efeitos das injustiças cometidas contra negros e índios durante os anos de escravização. Diminuindo também as desigualdades e favorecendo a inclusão social de pessoas que se encontram á margem da sociedade. Embora, haja quem aposte nos bons resultados desse método, existem pessoas que duvidam da eficácia desse sistema, pois na verdade essa estratégia só serviria para impedir as reais mudanças que precisam ser feitas no ensino de base. No Brasil, esse assunto foi discutido inúmeras vezes até ser aprovado por quase todos os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) garantindo o direito a todos os brasileiros que se declararem negro ou índio. É preciso levar em consideração alguns aspectos dessa política que favorece uns em detrimento de outros, ou seja, fazemos parte de um país que tem como principal característica uma grande miscigenação. Isto é, uma mistura de várias etnias, negros com brancos, índios com brancos, negros com índios... E por aí vai... Somos frutos de uma verdadeira mistura e essa combinação deu origem as nossas raízes, e as nossas histórias. É bem provável que essas miscigenações não tenham acontecido de uma maneira ‘aceitável’, ou seja, muitos desses ‘relacionamentos’ aconteceram de forma violenta, agressiva e que violava o direito das mulheres. Entretanto, o que de fato pretendo ressaltar nesse momento é a variedade de combinações étnicas da qual compõem a população brasileira. Ora, se vivemos em uma sociedade composta de pessoas mestiças, como fazer então para reservar vagas nas universidades para negros e índios? Quais serão os critérios que vamos utilizar para definir quem é verdadeiramente índio ou negro? Quem é o ‘puro’ negro e quem é o ‘puro’ índio no Brasil? Será que basta auto declarar-se, negro ou índio, ou seja, será que basta dizer que é negro ou índio para fazer uso desse direito? E quem tem a pele clara, mas um dos pais é negro? Notamos que o sistema de cotas é mais um ‘remendo’ na educação pública, é mais um paliativo para fazer de conta que o ensino público funciona quando na verdade todos nós sabemos que existe por parte dos políticos uma falta de interesse em promover a melhoria educacional. A decisão já foi tomada e os governantes mais uma vez querem nos enganar e fazer com que as pessoas acreditem que o sistema de cotas, isto é, a reserva de vagas nas universidades é a solução adequada para um problema que atinge quem não recebe uma boa preparação. A meu ver TODOS NÓS SOMOS capazes de concorrer ou disputar as vagas disponíveis em ‘pé de igualdade’ desde que haja condições dignas e justas e escola pública com ensino de qualidade para todos. O governo precisa entender que não é a cor da pele, a textura do cabelo, o tamanho do crânio ou a largura do nariz que vão medir a nossa capacidade intelectual. Fortalecer a base, ou seja, o ensino fundamental e médio e distribuir as riquezas de maneira justa podem ser o caminho para a correção das desigualdades sociais, culturais e econômicas nesse imenso Brasil. Um forte abraço e boa leitura! VALERIA RIBEIRO.

quarta-feira, 14 de março de 2012

SOCIEDADE DO DESCASO E ESCOLA DO FRACASSO.

Venho observando que a escola pública a cada ano que passa está cada vez mais distante, ineficiente e alheia aos inúmeros problemas que permeiam a sociedade. Lamentavelmente o ensino que é destinado ao pobre está muito longe daquilo que consideramos qualidade educacional. A educação pública está á beira de uma grande falência uma realidade que é possível perceber a cada troca de governo e as únicas mudanças que (ainda) conseguimos perceber são os cargos que essa corja de políticos ocupa a cada nova eleição. Mas as mentiras, as enganações e as promessas são sempre as mesmas. A política da enganação continua triunfando e prevalecendo entre o POVO brasileiro. Quem é obrigado a fazer uso das escolas públicas tem que se submeter ao ensino precário e deficiente com professores mal preparados, mal qualificados, mal remunerados e desculpem-me pela franqueza, mas também mal educados e mal amados.

Temos visto professor cheio de seqüelas adquiridas durante as duplas jornadas de trabalho, professores com sérios distúrbios emocionais que continuam exercendo as atividades, trabalhando a ‘trancos e barrancos’, ou seja, professores que deveriam estar afastados de suas funções, mas acabam permanecendo dentro das escolas lecionando, mesmo sem condições de encarar turmas quase sempre com alunos pendurados no teto. Também existem casos em que a professora se afasta temporariamente ou de forma definitiva sem que haja um professor substituto, acarretando para o aluno prejuízos em relação à aprendizagem. E tudo isso porque temos um governo que encara a Educação Pública de forma irresponsável e descompromissada, pois ‘eles’ sabem que um POVO que não tem acesso a uma educação de qualidade é um POVO fácil de manobrar de acordo com seus próprios interesses.

E para piorar ainda mais temos em algumas escolas professor que já entregou ‘os pontos’, isto é, já desistiu de honrar o compromisso assumido no início da carreira e está apenas esperando a morte ou a aposentadoria chegar (qualquer uma que vier primeiro está valendo), temos diretores que fingem que os problemas não existem e vão ‘empurrando com a barriga’. Temos também professores que já desistiram antes mesmo de começar, mas continuam dentro de sala de aula destruindo milhões de neurônios, brincando com a Educação, ou seja, ‘dando’ aulas que só servem para imbecilizar as nossas crianças. Temos professores que se omitem e se calam diante dos problemas e não percebem que com esse comportamento eles acabam se tornando cúmplices das barbaridades e atrocidades de um governo DESONESTO. Esses são alguns dos absurdos que se repetem todos os anos e com o aval de quem realmente deveria resolver, ou seja, tudo isso acontece com a permissão e o consentimento de nossos representantes políticos que são eleitos através do NOSSO VOTO OBRIGATÓRIO. Infelizmente quem depende dos serviços públicos nesse país sofre com o descaso e o mais completo abandono.

É fácil o governo exigir que os pais matriculem os filhos; é fácil aparecer nas emissoras de TV chefiadas por ‘eles’ mesmos dizendo que estão conseguindo cumprir as metas esperadas em relação ao número de crianças matriculadas. Difícil mesmo é ter professores em número suficiente para atender a todos. Difícil mesmo é valorizar o aluno e respeitar os professores mantendo as salas de aulas com um número de alunos onde seja possível o educador ensinar e a criança e o adolescente aprenderem. Difícil mesmo é ter professores substitutos a disposição dos alunos para que não seja necessário que eles voltem para casa e percam tantos dias de aula. Difícil mesmo é remunerar decentemente os professores para que eles não sejam obrigados a trabalhar em mais de um turno ou em mais de uma escola. Difícil mesmo é disponibilizar ajuda psicológica para professores e alunos na própria escola. E mais difícil ainda é TER e VER OS FILHOS DE POLÍTICOS ESTUDANDO NAS ESCOLAS PÚBLICAS e sabe por quê? Porque ‘pimenta no olho do POVO é refresco’ . Esse ano tem eleições municipais, portanto pensem bem, pesquisem e estudem a vida do pretenso candidato e tentem fazer uma escolha coerente, consciente e inteligente. E se ainda assim não se sentir devidamente preparado para escolher pessoas que possam verdadeiramente representar os interesses do POVO, ou seja, os nossos interesses: Diga não a política da enganação. Vote NULO e confirme a sua INDIGNAÇÃO.



Um forte abraço e boa leitura!

Editora: Valeria Ribeiro

REMOÇÃO SEM INDENIZAÇÃO: ESSA É A POLÍTICA DO GOVERNO.


No dia 09 de março de 2012 confesso a você que eu acordei um pouco mais reflexiva do que o de costume. Acordei pensando nas pessoas que estão aceitando os tais aptºs em Bangu ou Senador Camará, sinceramente não sei ao certo, pois são tantas informações desencontradas que fica difícil saber com exatidão em qual bairro o governo está querendo ‘esconder’ os pobres, os marginalizados e os favelados.
Pois bem, estive analisando um pouco mais profundamente a 'proposta' do prefeito da cidade do RJ para essas pessoas que tiveram suas casas marcadas com uma determinada numeração. Bom, se a casa da pessoa está localizada em área de risco e por conta disso ela precisa realmente sair e morar em outro local considerado mais seguro, eu até que entendo e concordo, mas existem vários pontos que não fazem o menor sentido para quem tem um mínimo de bom senso. Então vamos lá; o primeiro ponto dessa questão é o seguinte: A pessoa mora na área considerada de risco, mas construiu a casa com dinheiro que foi fruto de seu próprio trabalho, ou seja, comprou material, pagou para carregar, ou ela mesma carregou, pagou um profissional para fazer ou ela mesma construiu, isto é, houve um INVESTIMENTO alto para que a casa ficasse (em alguns casos) minimamente pronta para morar. Outro ponto que chama a atenção, nessa 'história' é que os tais apartamentos foram construídos com o DINHEIRO DO POVO, ou seja, é através do arrecadamento dos impostos que se constroem esses imóveis. Aí é que as coisas começam a não fazer mais sentido. As pessoas que moram nessas áreas consideradas de risco praticamente estão sendo obrigadas a abandonar as suas casas (que foram construídas com o 'suor do seu próprio rosto') e assinarem um contrato com a caixa econômica para PAGAR o aptº que foi construído com seu PRÓPRIO DINHEIRO. Isto é, construído com o dinheiro do cidadão, que contribui e que continua contribuindo com o pagamento dos impostos. Então, o indivíduo passa a pagar um determinado valor em inúmeras prestações, durante sei lá quanto tempo e em um bairro que foi escolhido pelo governo. Ou seja, o POVO está literalmente tomando...prejuízo, é claro.
Pare e pense, antes a pessoa tinha uma casa construída com o seu próprio dinheiro, logo em seguida essa casa é demolida e a pessoa de uma hora para outra perde todo o seu patrimônio e todo o investimento de uma vida inteira vira entulho em questões de segundos. E como o prefeito é muito ‘gentil’, ‘generoso’ e ‘solidário’ induz o indivíduo FINANCIAR um imóvel em um bairro que ele NÃO ESCOLHEU e ainda por cima só passa a ter DIREITO a escritura do apartamento depois de 5 anos. Isso é um verdadeiro absurdo, pois praticamente a pessoa fica ‘PRESA’ e sem LIBERDADE para sair e morar em outro bairro. Ou seja, gostando ou não o indivíduo é OBRIGADO a permanecer morando nesses locais. Essa proposta a princípio pode parecer justa para quem perdeu a casa em virtude dos deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas, ou para quem invadiu casas que já haviam sido indenizadas, mas não para quem ainda tem onde morar.

A meu ver para que haja um ACORDO minimamente mais JUSTO a prefeitura deveria possibilitar outras alternativas, e não apenas IMPOR as suas condições para atender as suas necessidades particulares que é o que está acontecendo dentro da ‘minha’ Comunidade. Até porque existem pessoas que possuem mais de uma casa dentro do Morro ou da Favela compradas com o dinheiro que foi fruto de seus trabalhos honestos. E casos como esses a prefeitura está se RECUSANDO a indenizar o proprietário, ou seja, o indivíduo se ‘mata’de trabalhar, abre mão de uma série de coisas, passa por inúmeras privações para comprar outros imóveis dentro da Comunidade que em muitos casos são utilizados como ‘ponto de comércio’ e de acordo com os prestadores de serviço da prefeitura, NÃO EXISTE INDENIZAÇÃO PARA ESSAS PESSOAS QUE ESTÃO ENFRENTANDO ESSE PROBLEMA. E como fica a situação? A prefeitura está ameaçando de forma velada os moradores que estão se recusando a sair de suas casas por não considerar JUSTO e não concordar com essa ÚNICA opção que está sendo ‘oferecida’. Os funcionários que prestam serviço á prefeitura estão dizendo que o morador ‘VAI TER’ que assinar um documento se responsabilizando pelo que possa acontecer futuramente. Isso é DESUMANO, INJUSTO E INCORRETO. Sem contar, é claro que o governo NUNCA se importou de fato com os problemas enfrentados pelas Comunidades.

A minha casa está marcada, mas minha família e eu só saíremos da Comunidade com uma indenização JUSTA para que possamos comprar outra casa no bairro que NÓS ESCOLHERMOS. Não é o governo que deve tomar essa decisão. SEM INDENIZAÇÃO NÃO HÁ REMOÇÃO. Dizer que a prefeitura NÃO tem dinheiro em caixa é o mesmo que dizer que no Brasil NÃO tem pobreza, que no Brasil NÃO tem corrupção e que político investe na Educação. Ou seja, isso é uma GRANDE MENTIRA.

Um forte abraço e boa leitura!

Editora: Valeria Ribeiro.

sábado, 21 de janeiro de 2012

FALSA LIBERDADE OU LIBERDADE VIGIADA?


Para você o que é liberdade? Você se considera livre? Consegue fazer uso de sua liberdade do jeito que você gostaria? Iniciamos o texto com esses questionamentos com objetivo de tentar entender o que realmente representa para cada um de nós a palavra LIBERDADE e quais são as consequências para o POVO quando não obedecemos ao que está estabelecido e definido como verdadeiro e que é aceito dentro de nossa sociedade. Ou seja, o que pode acontecer com (algumas) pessoas que não obedecem a regras que são feitas por quem está no poder. Gostaríamos de estimular o seu raciocínio para que você possa criar coragem e buscar as informações necessárias em relação a esse tema. Como ser (totalmente) LIVRE dentro de uma sociedade que só espalha a mentira, a enganação e a CULTURA DA IGNORÂNCIA? Ou seja, como poderemos ter liberdade para falar do que realmente incomoda se a principal característica do lugar que moramos é a liberdade controlada pelos meios de comunicação chefiados pelos governantes que transmitem o que bem entendem, do jeito que querem e na hora em que decidem? Como falar sobre o que pensamos sem afetar os “planos” e as maracutaias dos políticos e empresários que só querem saber de seus próprios interesses tornando a vida do POVO cada dia mais insuportável?

De acordo com o filósofo francês Guy Debord a liberdade de escolher entre duas coisas ou mais que já estejam “prontas” é uma liberdade ilusória, ou seja, quando a pessoa “escolhe” ou (pensa que escolhe) aquilo que já está pré-determinado, isto é, que já esteja decidido por outras pessoas, não pode ser considerado verdadeiramente uma escolha consciente, ou seja, é uma falsa liberdade. Um governo que estimula e incentiva a corrupção, o medo e impede o POVO de PENSAR, AVALIAR e de QUESTIONAR tudo aquilo que é considerado desleal e injusto, não sabe respeitar a nossa liberdade, sendo assim, o governo acaba também dificultando o exercício da democracia. Precisamos estar atentos e impedir que os estímulos que recebemos diariamente através da televisão e do rádio e de outros meios de comunicação façam ‘a nossa cabeça’, ou seja, impedir que os programas idiotas que são exibidos nos meios de comunicação determinem a nossa maneira de pensar e de agir dominando as nossas mentes e comportamentos nos tornando cada vez mais aprisionados e sem condições de decidir o que realmente pode ser melhor para nossas vidas. Ainda segundo esse mesmo filósofo até a nossa forma de diversão é decidida por pessoas que pensaram por nós, isto é, a simples cervejinha que pensamos apreciar aos finais de semana por livre espontânea vontade já foi decidida por nós sem o nosso conhecimento. É incrível! Mas é assim que a coisa funciona, sem que a gente se dê conta, ou seja, é tudo muito sutil e quase nunca somos capazes de perceber porque somos uma sociedade composta de pessoas passivas de “Maria vai com as outras”. Aceitamos as “migalhas” que são distribuídas pelo governo, (‘bolsa esmola’) aceitamos a mentira, aceitamos a covardia, aceitamos os péssimos salários, aceitamos os programas imbecis, aceitamos escolas públicas sucateadas, aceitamos a corrupção, aceitamos que o dinheiro de nossos impostos seja desviado para o bolso dos políticos, aceitamos a violência, aceitamos hospitais públicos sem médicos, aceitamos políticos safados que aparecem em nossas COMUNIDADES para pedir o nosso voto e com a clara intenção de nos enganar porque passamos a vida acreditando que somos livres e donos de nossas vontades e decisões.

Karl Marx é outro filósofo que nos ajuda compreender um pouco melhor a questão da liberdade dentro da sociedade capitalista, onde os donos do dinheiro, ou seja, políticos e os grandes empresários restringem os nossos passos e “amordaçam as nossas ideias”. Ele diz que a liberdade do ser humano não pode verdadeiramente ser assumida por pessoas que não têm condições materiais. Ou seja, de acordo com o ponto de vista de Marx se a pessoa não possui salário decente que dê a ela condições de escolher entre ser atendida em um hospital público ou em um hospital particular, se a pessoa não pode escolher e decidir que seu filho (a) estude em uma escola particular ao invés de estudar em uma escola pública, se não pode escolher uma alimentação adequada, moradia apropriada, direito a lazer e a cultura e transporte público eficiente, enfim a população POBRE que não tem dinheiro para atender as suas principais necessidades, que não pode escolher e decidir o que quer, fica automaticamente impedida de fazer uso da tão sonhada liberdade. Certamente, para que possamos experimentar a liberdade de maneira mais ampla é necessário que os direitos sejam iguais e justos para todos e os nossos governantes precisam proporcionar qualidade de vida para todos, pois ‘eles’ são eleitos pelo POVO E MUITO BEM PAGOS PELO POVO PARA REPRESENTAR OS INTERESSES DO POVO.

Temos observado que os moradores dos Morros, Favelas e periferias (ainda) somos considerados pelo Estado como cidadãos de 5ª categoria, isto é, somos vistos como “coisas” ou objetos a serem manipulados, sem liberdade de ação. Ou fazemos o que o Sistema quer e do jeito que “ele” quer ou somos massacrados, aprisionados, oprimidos e ameaçados. Isto é, ou obedecemos às regras impostas pelos governantes ou somos punidos severamente. Para aqueles que obedecem sem questionar costumam considerar justos os castigos recebidos por aqueles que teimam em desobedecer, desse jeito o Sistema desarticula os grupos e impede o fortalecimento das camadas mais pobres e injustiçadas. Quem resolve fazer as coisas do jeito que considera justo acaba perdendo o pouco daquilo que até então era considerado liberdade, ou seja, o Sistema ‘engessa’ cada vez mais a pessoa e faz uso de um dos modelos que (pelo menos teoricamente) não existem mais, que é a DITADURA.

Por isso, é muito importante que nós, moradores dos Morros, Favelas e periferias continuem estudando, lendo, pensando, pesquisando e questionando a política, o sistema econômico, a educação, os programas de rádio e televisão que são comandados por políticos e que só servem para imbecilizar o POVO e adormecer o nosso raciocínio e a nossa inteligência. Só seremos capazes de fazer escolhas com (CIÊNCIA) quando as OPORTUNIDADES forem garantidas e disponibilizadas na mesma proporção, e de maneira JUSTA tanto para os pobres como para os ricos; a isso chamamos de: JUSTIÇA SOCIAL, CULTURAL, EDUCACIONAL e ECONÔMICA.







Um forte abraço e boa leitura!



Texto escrito por: Valeria Ribeiro

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"O MITO DA FAVELA"


Nossa abordagem tem o objetivo de tentar entender o comportamento e a relação que determinados grupos sociais estabelecem com o meio em que vivemos, ou seja, pretendemos utilizar o “O Mito da Caverna” para explicar a realidade da qual fazemos parte. O Mito é uma história que não estamos acostumados a ouvir e que são transmitidas de geração para geração. Mito é “uma palavra “de origem grega (mythos) e significa” história que se conta”. O Mito da Caverna foi escrito pelo filósofo Platão, ele conta que existia uma caverna separada por um muro bem alto onde viviam pessoas que nasceram, cresceram e ficavam ali acorrentadas de costas para a entrada da caverna não sendo possível ver nada do que acontecia lá fora, a não ser sombras de outras pessoas e animais que eram projetadas na parede no interior da caverna por uma fogueira que se mantinha acessa do lado de fora. Certo dia uma dessas pessoas que vivia acorrentada conseguiu se libertar enfrentou os obstáculos e com muita dificuldade escalou o muro e saiu daquele lugar escuro, sombrio e sem perspectivas de boas oportunidades.

Ao sair ficou admirada com todas as novidades, pois tudo era muito diferente do que estava acostumada a ver. Depois de muitas observações resolveu voltar á caverna e revelar aos seus companheiros que haviam ficado presos, todas as suas descobertas e contou a eles tudo o que viu. A pessoa estava tão entusiasmada que não se deu conta que ao falar sobre o que havia visto do lado de fora estava sendo ridicularizada e sendo considerada por todos os seus amigos uma pessoa maluca e além de tudo uma grande mentirosa. De acordo com Platão ao tentar alertar aos outros a respeito das importantes descobertas a pessoa cometeu um grave erro,ou seja, contar o que viu para pessoas que (ainda) não tinham condições de perceber determinadas coisas passou a ser um grande problema, pois ela passou a ser perseguida e encarada como possível inimiga dentro da caverna.

Nossa finalidade é estabelecer uma comparação entre a história contada por Platão e a nossa realidade. Desde que nascemos somos “acorrentados” a falsas ideias, a crenças, preconceitos, a comportamentos e atitudes padronizados para que fiquemos imóveis a espera de soluções mágicas vindas dos governantes. Somos estimulados a desacreditar em nosso potencial criativo, somos forçados a acreditar que não temos as condições necessárias para resolver os inúmeros desafios que são colocados (propositalmente) em nosso caminho. Tudo isso justamente para nos imobilizar e fazer-nos pensar que não temos os instrumentos adequados para gerar e administrar nossa liberdade. O Sistema cria armadilhas para manipular o que verdadeiramente acontece dentro de nossa comunidade. O que existe por trás daquilo que “eles” permitem que seja mostrado? Ou seja, o que há por trás da aparência inofensiva das novelas, filmes, desenhos, programas de auditório e humorístico? Esses programas funcionam como anestésicos da nossa inteligência, impedem o desabrochar de nosso cérebro e a nossa capacidade de raciocinar ao mesmo tempo em que garante os privilégios e as mordomias de uma cambada de políticos corruptos, safados e sanguessugas. Manter o POVO na ignorância significa manter o POVO na caverna, longe da verdade, excluído e cada vez mais distante da liberdade. Podemos e devemos tentar sair da escuridão que nos aprisiona através do conhecimento. Portanto, leia, ouça com atenção, pense, verifique, pesquise e questione sempre tudo que for transmitido pela televisão, rádio, revistas, jornais, internet, enfim, todos os meios de comunicação, (incluindo esse) e lembrem-se; é através da COMUNICAÇÃO que o indivíduo influencia e sofre influência. Por isso, aprenda a exercitar o pensamento crítico, busque as verdadeiras razões e causas de um determinado problema ou dificuldade que esteja acontecendo dentro ou fora de sua comunidade. Vamos pensar, agir e transformar a realidade da qual fazemos parte de maneira inteligente.




Um forte abraço e boa leitura!



Diretora: Valeria Ribeiro